
Boa parte das invasões digitais não explora falhas desconhecidas, e sim vulnerabilidades já corrigidas por atualizações que os usuários simplesmente adiaram instalar. Adiar uma atualização de sistema operacional, navegador ou aplicativo deixa a porta aberta exatamente para o tipo de ataque que a correção foi criada para fechar.
Quando uma empresa de software descobre uma falha de segurança, ela publica uma atualização corrigindo o problema, mas junto com isso torna pública, direta ou indiretamente, a existência dessa falha. Criminosos monitoram esses anúncios de correção e passam a testar ativamente se dispositivos ainda não atualizados continuam vulneráveis. Esse é o motivo pelo qual o período logo após o lançamento de uma atualização costuma registrar um pico de tentativas de ataque contra quem ainda não instalou a correção.
Alguns motivos explicam a resistência comum a atualizar dispositivos e programas:
Esses motivos são compreensíveis, mas o risco de manter uma vulnerabilidade conhecida em aberto costuma ser maior do que o incômodo temporário da atualização.
Nem todas as atualizações têm a mesma urgência. Uma ordem razoável de prioridade:
Ativar atualizações automáticas resolve boa parte do problema de esquecimento, mas alguns cuidados evitam surpresas:
Roteadores, smart TVs, câmeras de segurança e outros dispositivos conectados à internet também recebem atualizações de segurança, mas costumam ser esquecidos porque não exibem notificações da mesma forma que computadores e celulares. Vale verificar periodicamente, no aplicativo ou painel de cada fabricante, se há atualizações de firmware pendentes, especialmente em dispositivos que ficam conectados o tempo todo.
Grande parte dos ataques digitais bem-sucedidos explora falhas que já tinham correção disponível havia semanas ou meses. Manter sistema operacional, navegador e aplicativos sensíveis sempre atualizados, incluindo dispositivos menos lembrados como roteadores, fecha a porta de entrada mais usada por criminosos.
Atualizações automáticas deixam o dispositivo mais lento? Podem causar lentidão temporária durante a instalação, mas isso costuma ser rápido e não representa lentidão permanente. O ganho de segurança compensa esse breve incômodo.
É seguro adiar uma atualização por alguns dias? Alguns dias de atraso, em geral, não representam risco extremo, mas quanto mais tempo passa após o anúncio de uma correção, maior a chance de o dispositivo ser alvo de ataques que exploram justamente aquela falha já divulgada.
Dispositivos antigos que não recebem mais atualizações são seguros de usar? Ficam progressivamente mais vulneráveis com o tempo, já que novas falhas continuam sendo descobertas sem correção disponível. Para uso com dados sensíveis, vale considerar a substituição por um dispositivo que ainda receba suporte ativo do fabricante.