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Como digitalizar fotos e fitas antigas da família e preservar o acervo

Muitas mãos erguidas ao ar em show ao ar livre

Caixas de sapato com fotos amareladas, álbuns com folhas coladas, fitas de vídeo de aniversários e casamentos guardadas no fundo do armário. Boa parte da memória das famílias brasileiras está em suportes que se degradam com o tempo, com a umidade e com o calor. O 27 de outubro, Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual, é um bom lembrete para colocar esse acervo em formato digital antes que ele se perca.

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Uma data para lembrar que registros se apagam

A data foi proclamada pela Unesco em 2005 e homenageia a adoção, em 1980, da recomendação da entidade para a salvaguarda e a preservação das imagens em movimento. O objetivo é chamar atenção para filmes, gravações sonoras, programas de rádio e televisão que correm risco de desaparecer por deterioração física ou obsolescência dos equipamentos de leitura.

O alerta vale também para os arquivos domésticos. Fitas magnéticas perdem qualidade com os anos, e os aparelhos capazes de reproduzi-las estão cada vez mais raros. Fotografias em papel desbotam, e negativos mal armazenados podem criar fungos. Digitalizar é, antes de tudo, uma forma de ganhar tempo.

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Como digitalizar fotos antigas em casa

O primeiro passo é organizar. Separe as fotos por período, evento ou ramo da família, e descarte duplicatas e imagens sem interesse. Remova a poeira com um pincel macio ou um pano sem fiapos, sem usar líquidos.

Há três caminhos principais:

Ao fotografar com o celular, use luz natural indireta, evite o flash, apoie o aparelho para não tremer e mantenha a câmera paralela à foto. Fotos presas em álbuns antigos podem ser digitalizadas no próprio álbum, se retirá-las representar risco de rasgar.

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Fitas de vídeo e de áudio

A conversão de fitas exige um aparelho reprodutor em bom estado e um dispositivo de captura, que liga a saída de vídeo e áudio ao computador. O processo é em tempo real: uma fita de duas horas leva duas horas para ser convertida.

Antes de começar, observe o estado da fita. Mofo, fita amassada ou cheiro de vinagre, no caso de filmes antigos, indicam necessidade de cuidados especiais. Nesses casos, e quando não há aparelho disponível, um serviço especializado é a opção mais segura, porque uma fita danificada pode se romper na primeira reprodução.

Formatos como MP4 são convenientes para assistir e compartilhar. Quem quiser preservar o máximo de qualidade pode guardar também uma versão em formato de maior qualidade, ainda que os arquivos fiquem maiores.

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Formatos, nomes e backups em mais de um lugar

Digitalizar sem organizar é trocar a caixa de sapato por uma pasta caótica. Algumas práticas ajudam:

  1. Escolha o formato de arquivo. Para fotos, guarde uma cópia de alta qualidade, como TIFF ou JPEG em qualidade máxima, e gere versões menores para compartilhar.
  2. Padronize os nomes. Um modelo como ano-mês-evento, seguido de um número sequencial, facilita a busca anos depois.
  3. Registre informações. Anote quem aparece, onde e quando, no próprio arquivo ou em uma planilha. Os mais velhos da família são a melhor fonte para isso.
  4. Faça backup em mais de um lugar. Uma boa regra é manter três cópias, em dois tipos de mídia diferentes, com uma delas fora de casa, como em um serviço de nuvem.
  5. Revise periodicamente. Discos e serviços mudam; confira de tempos em tempos se os arquivos continuam abrindo.

Os originais em papel e fita não devem ser jogados fora após a digitalização. Guarde-os em local seco, fresco e escuro, em caixas de papel neutro ou envelopes próprios.

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Respostas rápidas

Qual resolução usar para digitalizar fotos antigas? Para fotos comuns, 600 dpi atende bem a maioria dos usos, inclusive ampliações moderadas. Fotos muito pequenas ou negativos pedem resolução maior.

Vale mais a pena scanner ou celular? O scanner oferece qualidade superior e mais consistência. O celular, com um bom aplicativo, resolve para volumes pequenos e fotos que não serão ampliadas.

Por que o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual é em 27 de outubro? A data, proclamada pela Unesco em 2005, lembra a adoção em 1980 da recomendação para a salvaguarda e a preservação das imagens em movimento.