
Em 9 de outubro se comemora o Dia Mundial dos Correios. A data marca a fundação da União Postal Universal, criada em 1874 em Berna, na Suíça, e foi instituída pelo congresso da entidade realizado em Tóquio, em 1969. Mais de um século e meio depois, a correspondência de papel perdeu espaço, mas as encomendas cresceram com o comércio eletrônico. E, com elas, cresceu um tipo de fraude que se aproveita da ansiedade de quem espera um pacote: o golpe da taxa de entrega.
Toda remessa rastreável recebe um código no momento da postagem. No padrão internacional, ele costuma ter duas letras, nove números e duas letras finais, que indicam o país de origem. Esse código é informado pela loja ou pelo remetente e permite acompanhar cada etapa: postagem, transferência entre unidades, chegada ao país, fiscalização aduaneira, saída para entrega e entrega.
A consulta deve ser feita nos canais oficiais da empresa responsável pelo transporte, digitando o código manualmente. No caso dos Correios, isso vale para o site e para o aplicativo oficial. Transportadoras privadas também oferecem consulta pelo próprio site, a partir do número do pedido ou da nota fiscal.
Em compras internacionais, pode haver cobrança de impostos de importação. Quando isso acontece, a informação aparece no próprio rastreamento, e a emissão do pagamento é feita na área "Minhas Importações", dentro do site ou do aplicativo oficial dos Correios. Não existe outro caminho legítimo para esse pagamento.
O roteiro da fraude é conhecido. Chega uma mensagem por SMS, e-mail ou aplicativo de conversa dizendo que a encomenda está retida, que houve falha na entrega ou que é preciso pagar uma pequena taxa para liberar o pacote. A mensagem traz um link para uma página que imita o visual da empresa de entrega, com logotipo, cores e até um falso código de rastreamento.
Na página, a vítima é convidada a pagar por Pix ou a informar dados de cartão. Em algumas versões, também são pedidos CPF, endereço e telefone, que depois alimentam outros golpes. O valor baixo é proposital: parece plausível e não desperta desconfiança.
Os Correios já alertaram publicamente que não enviam mensagens cobrando taxas por SMS, e-mail ou aplicativo de mensagens, e que o domínio legítimo de seus e-mails é o da própria empresa. A Receita Federal também informa que não manda mensagens cobrando pagamento para liberar mercadoria.
Diante de uma cobrança inesperada, um roteiro simples evita o prejuízo:
Quem pagou ou informou dados deve agir rápido. Se o pagamento foi feito por Pix, o banco deve ser acionado imediatamente, pois existe um mecanismo de devolução para casos de fraude que depende de comunicação ágil. Se foram informados dados de cartão, o caminho é bloquear o cartão pelo aplicativo ou pela central do banco e contestar as compras.
Também é recomendável registrar boletim de ocorrência, o que em muitos estados pode ser feito pela delegacia on-line, e guardar capturas de tela da mensagem, do número remetente e da página falsa. Esses registros ajudam na contestação e na eventual investigação.
Os Correios mandam SMS pedindo pagamento de taxa? Não. A empresa informa que não cobra taxas por SMS, e-mail ou aplicativo de mensagens. Qualquer pendência deve ser consultada no site ou no aplicativo oficial.
Onde pago o imposto de uma compra internacional? Na área "Minhas Importações", no site ou no aplicativo oficial dos Correios, a partir do código de rastreamento da encomenda.
Por que o Dia Mundial dos Correios é em 9 de outubro? Porque nessa data, em 1874, foi fundada a União Postal Universal, em Berna. A comemoração foi instituída pelo congresso da entidade em Tóquio, em 1969.